Publicado em: 06/10/2011 - 14h31min(225 dias atrás)
ADH quer regularização fundiária para Irmã Dulce
Gilberto Medeiros em reunião com representantes da Vila Irmã Dulce (Foto)
Fonte:
Hoje, sem o documento de posse da terra, nenhum contrato de habitação de interesse social será assinado com a Caixa.
Com 13 anos de existência e uma área de 145 hectares, a VilaIrmã Dulce enfrenta graves problemas com a regularização fundiária. Hoje, sem o documento de posse da terra, nenhum contrato de habitação de interesse social será assinado com a Caixa. A medida adotada pelo Governo Federal tem preocupado o diretor geral da Agência de Desenvolvimento Habitacional (ADH), Gilberto Medeiros, que propôs à comunidade da VilaIrmã Dulce uma discussão mais ampla incluindo a Assembleia Legislativa, Prefeitura, Câmara Municipal e a comissão de moradores.
A convite do diretor geral da ADH, a deputada Belê participou de uma reunião com a comunidade, onde se comprometeu em ajudar no que for possível. Segundo ela, atualmente, a inclusão social passa pela regularização fundiária. “Estive recentemente visitando uma área ocupada na região da Santa Maria da Codipi e fiquei chocada com as precárias condições das famílias, principalmente das crianças. Precisamos encontrar uma solução para isso. Ter uma casa é ter dignidade”, declara a deputada.
Para Gilberto Medeiros, o problema é preocupante, porque a maior parte da população vive em situação de irregularidade fundiária, ficando sem acesso a serviços básicos como moradia, saúde e educação.
Durante a reunião com a comunidade, a advogada Ana Lúcia Gonçalves, da ADH, lembrou que, na época da ocupação da VilaIrmã Dulce, houve uma pressão que resultou num decreto de desapropriação. “Acontece que a Prefeitura não fez a regularização como deveria ter sido feita e o processo caducou. Por isso, as famílias ainda lutam por infraestrutura, por melhor qualidade de vida”, comenta.
O presidente da Associação Comunitária da VilaIrmã Dulce, José Leônidas da Silva, pediu que as autoridades dessem prioridade para as famílias que já moram no local desde a criação da Vila. “É urgente resolver o problema das famílias mais antigas, mais carentes”, argumentou. Segundo ele, o perfil do morador da região mudou. “Muitos comerciantes foram atraídos para a VilaIrmã Dulce, eu acho que o tratamento não pode ser igual”, finaliza.