Publicado em: 07/07/2009 - 10h29min(947 dias atrás)
Caso Emgerpi: Jaylles prestará depoimentos hoje na Assembléia
Governistas e parlamentares se preparam para ouvir denúncias de Jaylles
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Depoimentos de Jaylles José sobre o caso Emgerpi, promete ser tensa hoje na Assembléia
A reunião ordinária da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembléia Legislativa do Piauí – geralmente marcada por debates brandos e testemunhada por poucos expectadores – promete ser tensa nesta terça-feira (07/07). No centro das atenções estará o ex-servidor da Emgerpi e acadêmico de direito, Jaylles José, que apresentou sérias denúncias de corrupção contra o Governo do Estado.
A convocação do rapaz aconteceu na semana passada, quando a base aliada e oposição entraram em acordo durante uma reunião extraordinária da CCJ.
Jaylles explanará todas as suas denúncias e, em seguida, será sabatinado pelos parlamentares. De acordo com o deputado Paulo Martins (PT), presidente da Comissão, o direito de fazer questionamentos não é reservado apenas aos membros da CCJ. Todos os deputados têm direito a voz na reunião. “Hoje vai ser bem movimentado”, prevê o petista.
Após sabatinarem o ex-servidor da Emgerpi, os deputados da oposição terão dois dias para preparar a artilharia contra Lucile Moura, gestora do órgão e principal alvo das denúncias. Ela será ouvida na próxima quinta-feira (09), durante reunião da Comissão de Finanças, Fiscalização e Tributação da Alepi.
Jaylles José acusa Lucile e alguns servidores da Emgerpi de desvio de recursos, emissão de cheques sem fundo e falsificações de documentos. A denuncia foi protocolada no Ministério Público, que, por sua vez, acionou a Polícia Federal para auxiliar nas investigações do caso.
Ontem (06), ao se pronunciar sobre o assunto, o governador Wellington Dias afirmou que um grupo de trabalho do próprio Governo do Estado está debruçado desde maio sobre tais denúncias. “Esse grupo está debruçado sobre isso e tem me relatado a respeito de cada centavo que foi aplicado. E os cheques que voltaram foi em razão de decisões judiciais que bloquearam e retiraram recursos da conta. Mas todos foram quitados e o TCE [Tribunal de Contas do Estado] foi comunicado”, defendeu W. Dias.