Publicado em: 24/01/2012 - 10h49min(118 dias atrás)
Defesa aguarda resposta da Globo sobre volta de Daniel ao BBB 12
O resultado da perícia deve ficar pronto em 30 dias
Fonte:
Polícia analisa imagens e partes íntimas do casal; resultado da perícia deve sair em 30 dias
Três dias após o pedido da volta de DanielEchaniz, 31 anos, ao programa Big Brother Brasil 12, os advogados do modelo aguardam uma resposta da Rede Globo. A advogada do ex-participante, Adélia Triani, disse que a emissora não está interferindo no trabalho da defesa. Ela aguarda o resultado da perícia realizada no edredom e nas peças íntimas usadas por Daniel e Monique Amin. O resultado da perícia deve ficar pronto em 30 dias. O modelo foi expulso do programa na última segunda-feira (16) por suspeita de abuso sexual contra a estudante.
A promotora Cristiane Monerá, que investiga o suposto estupro disse que, se ficar comprovado na Justiça que o ex-brother é culpado, o caso vai servir como exemplo para outros semelhantes, orientando juízes em futuras decisões.
Nova denúncia de estupro complica situação de ex-BBB na Promotoria do Rio
- O caso da Monique [Amin] é particular porque, em geral, a defesa tenta denegrir o relato da vítima. No entanto, ela já negou em depoimento à polícia que tenha havido estupro. Se não tivesse o vídeo, o caso estaria encerrado, porque não haveria como provar o contrário. Mas, nesse caso, há uma filmagem e é preciso saber o que aconteceu lá. É preciso saber se ela [Monique] tinha ou não condições de se defender. Se ficar provado que não estava consciente, o processo contra Daniel independe da vontade dela.
Para a promotora, a perícia gestual no vídeo de sete minutos que flagra o suposto estupro será fundamental para a conclusão do caso. Os especialistas já estão analisando as imagens.
- Se a perícia revelar que Monique não estava consciente, configura-se o estupro e tanto faz se houve ou não sexo. Como a lei é nova, as pessoas ainda têm a ideia errada de que para ter estupro tem que ter havido sexo. Basta ter havido contato sem consentimento ou que a vítima não tenha capacidade de se defender. É o que chamamos de estado de vulnerabilidade.