Apesar das condições físicas, Bortolotto segue com produção intensa.
Mário Bortolotto está vivo. Apesar de parecer uma informação banal, é uma afirmação muito importante em relação ao dramaturgo paranaense. Após levar três tiros durante uma tentativa de assalto no Espaço Parlapatões em São Paulo em dezembro de 2009, ele ficou entre a vida e a morte.
Um dos tiros atingiu o coração do autor, que teve que passar por uma cirurgia de emergência e por procedimentos posteriores para tratar de outros ferimentos, incluindo em seu braço esquerdo, que ainda está preso a uma tipoia.
Depois de duas semanas na UTI e três semanas no total no hospital, Bortolotto não esperou muito para voltar a trabalhar. Escreveu uma peça, “Música para ninar dinossauros”, para a qual já está ensaiando e que deve estrear em março em Curitiba. Ao mesmo tempo, também ensaia como ator convidado em “Ecstasy”, montagem Mauro Baptista da peça de Mike Leigh, e concilia tudo com a fisioterapia que faz nos braços.
Além dos compromissos cênicos, o autor é tema de um ciclo de debates no Itaú Cultural, em São Paulo, contando com a presença de amigos. O evento começou na quarta-feira (24), com o tema Teatro e a presença do crítico Jefferson Del Rios. Na quinta-feira (25) foi a vez de Quadrinhos e Literatura, com Marcelo Rubens Paiva, Jotabê Medeiros e André Kitagawa. Nesta sexta (26) o dramaturgo debateu com o cineasta Beto Brant e fez a primeira exibição de seu filme de estreia, a produção de baixo orçamento “Getsêmani”.
O ciclo ainda acontece neste sábado (27) e domingo (28), com entrada gratuita. Os temas são Poesia (com Ademir Assunção) e Música (com Paulo de Carvalho, da banda Velhas Virgens), respectivamente. Os dois dias contarão com a apresentação da banda de blues Saco de Ratos, liderada por Bortolotto. O Itaú Cultural fica na Avenida Paulista, 149, e os debates começam às 20h.
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