Publicado em: 22/07/2009 - 11h49min(374 dias atrás)
Emgerpi: Raimundo Trigo assume gestão, mas mantêm-se em silêncio
Após várias denúncias, Lucile é afastada da empresa e Trigo assume gestão
Fonte:
Lucie Moura se afasta da gestão da Emgerpi e Raimundo Trigo assume diretoria-presidência
O novo diretor presidente da Emgerpi, Raimundo Nonato Trigo, prefere manter o silêncio até amenizar a situação do órgão. Em entrevista ele relatou que em dois ou três dias sua assessoria de imprensa municiará os meios de comunicação com informações sobre o seu plano de gestão frente à Empresa de Gestão de Recursos do Piauí.
Raimundo Trigo assume a Emgerpi em meio a uma turbulência. Bombardeada por críticas, acusações e denúncias de corrupção, Lucile Moura a até então, presidente-diretora da empresa, foi chamada por muitos de “supersecretária”- não resistiu e pediu afastamento do cargo.
O pivô da crise é o ex-servidor da Emgerpi, Jaylles José, um jovem de 20 anos, estudante de direito, que trabalhou por pouco mais de um ano na empresa. Ao longo do tempo em que permaneceu no órgão, Jaylles montou um dossiê com documentos que provam fraudes em processos licitatórios e desvios de verbas no Governo do Estado.
Além de usar o calhamaço de papeis para formalizar uma denúncia no Ministério Público Estadual, o ex-servidor municiou a oposição ao governo com as possíveis provas. Deputados como Mauro Tapety (PMDB) defendem a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as denúncias.
Já os deputados governistas afirmam que o jovem estudante é apenas um laranja a serviço da oposição. Por trás dele, segundo o deputado Fábio Novo (PT), estão figuras como o ex-prefeito de Esperantina, Felipe Santolia. João de Deus, líder do PT na Assembléia Legislativa, diz que a oposição “quer porque quer montar um palanque político”.
Lucile Moura resistiu a longos pronunciamentos na Alepi, a uma sabatina na Comissão de Finanças, Fiscalização e Tributação da Casa, a acusações feitas na imprensa pela oposição. Mas vergou após a acusação de que Marcos Aurélio, servidor da Emgerpi, foi quem contratou dois homens para espionar a residência do ex servidor da empresa, Jaylles José.
Em nota oficial, o governador Wellington Dias afirmou que apenas acatou o pedido de afastamento por tempo indeterminado da gestora, feito na segunda-feira (20/07). No entanto, há fontes que afirmam que a saída de Lucile da Emgerpi foi decidida ainda no domingo (19), durante reunião da cúpula do governo na residência oficial do governador. A intenção em tirá-la do cargo seria frear a onda de denúncias contra ela e contra o Governo do Estado. Já Lucile Moura argumenta que precisa de tempo para organizar sua defesa contra a onda de denúncias, para voltar às atividades.