Publicado em: 20/12/2011 - 12h30min(154 dias atrás)
Feira com produções de detentos traz plantas medicinais
Feira de produtos artesanais. (Foto)
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Apesar de já ter passado pelo Centro Administrativo na primeira semana do mês, uma novidade nessa feira, são os produtos da Farmácia Viva.
Teve início nessa segunda-feira (19), uma feira com produtosartesanais feitos por detentos integrantes do Projeto Pintando a Liberdade, de responsabilidade da Secretaria Estadual de Justiça. A exposição acontece em um espaço reservado dentro da feira realizada na Rua Climatizada, no Centro de Teresina, cedido pelos organizadores para exposição dos produtos confeccionados dentro dos presídios.
Apesar de já ter passado pelo Centro Administrativo na primeira semana do mês, uma novidade nessa feira, que vai até o dia 23, são os produtos da Farmácia Viva, vindos da horta da Penitenciária Major César. São plantasmedicinais como manjerona, hortelã, açafrão, boldo, cidreira e capim santo. A ideia é que, futuramente, além das plantas, os detentos também possam produzir remédios manipulados, os chamados caseiros.
Além da Major Cesar, existem ainda produções da penitenciárias Irmão Guido, Feminina, de Oeiras, de Esperantina e de Bom Jesus. De acordo com Zuleide Frasão, professora dos projetos Pintando a Liberdade e Educando para a Liberdade, os visitantes são informados que o material é produzido dentro do presídio e que a intenção é ajudar as famílias dos detentos. “As pessoas aceitam bem. Às vezes nem tem a intenção de comprar, mas quando explicamos sobre o projeto elas se sensibilizam e acabam levando”, disse.
Normalmente essas oficinas funcionam em todos os presídios. Para participar dos projetos os detentos passam por uma espécie de triagem, onde é avaliado o comportamento de cada um, bem como o perigo que possam oferecer à sociedade. “Primeiramente os diretores indicam quem tem perfil para fazer parte dos projetos. Depois eles passam pela avaliação de assistentes sociais e de psicólogos”, explica a professora.
As oficinas de peças artesanais têm como objetivo resgatar a autoestima, promover o bem psicossocial e analisar a possibilidade produtiva dos detentos. “Essas oficinas estão sendo bem aceitas por eles, porque a cada doze horas trabalhadas há a remissão de um dia da pena. Além disso, do dinheiro arrecadado com as vendas, uma parte é destinada para a compra de materiais e a outra vai para a família dos detentos”, finaliza Zuleide Frazão.