Publicado em: 25/03/2011 - 15h39min(424 dias atrás)
Financiamento público de campanhas é defendido na Alepi
O deputado Firmino Filho disse que o sistema eleitoral brasileiro é caro
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O senador Wellington Dias disse que o financiamento público de campanha vai permitir que todos os brasileiros participem do processo eleitoral em condições de igualdade.
O financiamento público de campanhas visando o combate à corrupção eleitoral e o fortalecimento dos partidos foi defendido, hoje (25), pela maioria dos painelistas do Seminário Reforma Política O Brasil Precisa realizado no Cine-Teatro da Assembleia Legislativa.
A mesa de honra do seminário foi composta, dentre outros, pelo senador Wellington Dias (PT), deputados federais Marcelo Castro (PMDB) e Assis Carvalho (PT), os deputados Ismar Marques (PSB), vice-presidente da Assembleia, e Firmino Filho (PSDB).
Ao presidir a abertura do seminário, o presidente regional do PT, deputado Fábio Novo, disse que o Brasil avançou e precisa fazer a reforma política. Ele agradeceu o apoio do PSDB, PMDB, PP e da Ordem dos Advogados do Brasil, seção do Piauí (OAB-PI) para a realização do evento, que foi organizado pelo PT.
O senador Wellington Dias, defendeu ainda o fim da reeleição para presidente, governador e prefeito e a definição de mandato único de cinco ou seis anos.
O presidente da OAB-PI, Sigifroi Moreno, disse que deve haver o financiamento público de campanha com controle dos órgãos eleitorais para evitar a corrupção. “Precisamos fortalecer os partidos e a participação popular nas eleições, através de plebiscitos, por exemplo”, frisou ele.
O deputado Firmino Filho disse que o sistema eleitoral brasileiro é caro, superando o de paises desenvolvidos. Ele defendeu o fortalecimento dos partidos através da implantação de um sistema misto de candidaturas.
“Somos favoráveis a que os partidos apresentem metade dos candidatos em lista fechada e que os demais candidatos sejam eleitos através do voto distrital”, assinalou Firmino Filho, que afirmou ser a favor do financiamento público dos candidatos e da manutenção da reeleição.
O cientista político Kleber de Deus disse que o financiamento público de campanha é questionável, pois poderá beneficiar os partidos dominantes. Ele entende que a definição de uma lista flexível de candidatos é a ideal, porque permitirá que o eleitor escolha os nomes que considera como os melhores para os Poderes Executivo e Legislativo.