Publicado em: 12/03/2011 - 07h21min(437 dias atrás)
Hemopi quer incentivar a doação de plaquetas
O doador também não pode ter contraído doença de chagas,sífilis,hepatite e HIV
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O Hemopi também pretende adquirir outra máquina, já que a que possui no Centro é a única no Estado.
Salvar pacientes em situação de extrema fragilidade, que sofrem com doenças imunodepressivas. O Centro de Hematologia e Hemoterapia do Piauí (Hemopi) pretende aumentar o número de doadores de plaquetas por aférese, um método inovador que já salvou a vida de vários pacientes piauienses.
O processo é realizado por meio de uma máquina especial que filtra somente o líquido que ajuda na coagulação sanguínea e evita hemorragias. A doação por aférese possibilita que apenas as plaquetas sejam utilizadas e os demais componentes retornem ao organismo doador.
A coleta de sangue é retirada da veia de um dos braços, parte das plaquetas é separada, outra parte da máquina devolve o sangue ao outro braço, junto a outra parte das plaquetas, das hemácias e do plasma.
A enfermeira do Hemopi explica que a vantagem deste tipo de doação está nas reações adversas. “Uma bolsa de aférese que retiramos corresponde a 12 doações convencionais, esses pacientes como normalmente são imunodeprimidos, com doenças tipo leucemia, dengue hemorrágica, queimaduras e aplasia, eles vão se adequar melhor, principalmente, porque vai receber a plaqueta de um único doador e não de seis pessoas distintas”, disse Patrícia Adad.
Agora, o Hemopi quer aumentar o número de doadores por aférese, selecionando os que são fieis à doação normal. “Estamos fazendo uma triagem dos nossos doadores, explicamos para ele a importância desse tipo de doação para muitas pessoas que se encontram em situação crítica, doentes nos leitos do hospital”, mostra a enfermeira.
Silvana Conceição é uma dessas doadoras em potencial, já doou 4 vezes nesse método. Acha importante a doação. “Se doar já é uma coisa especial, imagine na doação por aférese, só para você ter uma noção, cada bolsa dessa salva uma pessoa que está doente, precisando de ajuda”, afirma a funcionária pública.
A exemplo da doação de sangue convencional, a realizada por aférese necessita que o voluntário tenha entre 18 a 60 anos de idade, peso igual ou superior a 50 kg e boas condições de saúde. O doador também não pode ter contraído doença de chagas, sífilis, hepatite e HIV.