Publicado em: 07/07/2010 - 09h00min(582 dias atrás)
João de Deus acusa advogado de plantar notas contra ex-governador
Deputado João de Deus (foto)
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Segundo Rios, quem planta essa infâmia nos portais, nas rádios no interior, nos jornais, é o advogado Edvar Cavalcante
O deputado João de Deus (PT) reclamou de informações “deturpadas” divulgadas em portais e colunas de jornais, segundo o parlamentar, para atingir a candidatura do ex-governador Wellington Dias ao Senado. “Em campanha eleitoral tem todo tipo de sujeira, gente sem proposta, que não tem o que mostrar, fica plantando nota em portais, matérias em jornais”.
Em aparte, o deputadoRobert Rios (PCdoB), disse que um senador da República, referindo-se a Heráclito Fortes (DEM-PI), foi obrigado a recorrer o Supremo para homologar o registro da candidatura à reeleição. Eu estranho como cidadão, num processo que já tem mais de 20 anos, possa sofrer alguma condenação", afirmou.
Segundo Rios, quem planta essa infâmia nos portais, nas rádios no interior, nos jornais, é o advogado Edvar Cavalcante, do senador Mão Santa, que sabe que o senador Heráclito Fortes corre grave risco da sua candidatura, daí ele se sentir em céu de brigadeiro, atingindo Wellington Dias.
O ex-governador teve que exibir uma certidão negativa do TRE-PI e do TSE para ter registrada a sua candidatura. Como é que vem o advogado colocar em todos os portais que ele estaria inelegível. Uma infâmia. Será que vai ser assim a campanha do senador? É uma mentira que foi plantada em centenas de rádios comunitárias.
Segundo João de Deus, se o Wellington Dias não pudesse registrar por conta de uma multa, muita gente não vai poder fazê-lo. “Dr. Edvar (Cavalcante) não venha querer confundir a opinião pública para tirar proveito político de uma situação que não existem. É uma postura equivocada, danosa e que é repudiável”, avaliou.
Índices
O Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) foi o segundo assunto abordado pelo deputado João de Deus. “Vi o ex-prefeito de Teresina Sílvio Mendes, falando que a educação do Piauí vai mal. O Ideb foi implantado pelo governo Lula para avaliar a escola pública e provada. A aferição é feita por faixa do ensino fundamental e médio, que mede a evasão escolar, a reprovação, além de um teste de português e matemática que é realizado de dois em dois anos. O Ideb surgiu a partir de 2005, com 2007 acontecendo a primeira pequisa. Com base nos resultados o Fundeb leva R$ 7 bilhões na educação, com previsão de R$ 9 bilhões em 2011”, explicou.
João de Deus chamou de “especulação política” a matéria feita pelo Diário do Povo, afirmando que o Piauí tem os piores índices, diz MEC. “O Brasil inteiro teve uma nota baixa. O ensino fundamental vem recebendo recursos desde 2006. O ensino médio passou a receber recursos mais recentemente. O Piauí, em 2007, atingiu uma nota de 2,9, quando tinha meta de 2,4. Para 2009, a meta do Piauí era 3,1 e o Piauí atingiu 3,0. Ainda segundo o Ideb, o Estado deverá alcançar em 2009 a nota 2,4 e o Estado atingiu 2,7. O ensino público, portanto, melhorou em relação à rede privada”, acrescentou.
Tempo integral
João de Deus disse que a Escola de Tempo Integral é um tapa na cara dos adversários, pois vem solucionar questões como o reforço escolar, a alimentação, melhorando o rendimento dos alunos. E citou a Escola Raldir Cavalcante Bastos, que conseguiu agora em 2009 a nota 6,2 superando a meta para 2021, que era de 6,0.
Hoje, são 18 escolas de tempo integral e a meta é que a grande maioria das escolas públicas estaduais possam ser de tempo integral. “O mesmo jornal não teve a coragem de destacar as três únicas escolas de tempo integral em Teresina, criadas na gestão de Wall Ferraz, foram desativadas pelo ex-prefeito Sílvio Mendes”, lembrou o deputado, referindo-se aos Escolões do Parque do Mocambinho e do Parque Itararé.
“O PSDB proibiu escolas técnicas públicas e estabeleceu o ensino básico como o fundamental. O governo Lula incluiu a educação infantil. E ampliou de 6 para 9 anos o ensino básico. No governo FHC o governo repassava R$ 600 milhões para a educação, contra os R$ 7 bilhões aplicados hoje pelo governo Lula. É preciso que se jogue limpo, sem o oportunismo político”, defendeu.
Oposição
O deputado Marden Menezes (PSDB) disse que o Estado do Piauí não foi competente para atingir a meta do Ideb. “Nós parecemos caranguejo, caminhamos para traz. A educação do Piauí não evoluiu, teve um crescimento negativo. Os fatos, os números estão ai e não podem ser contestados. Os investimentos do governo em educação têm que avançar. Quem criou o bolsa escola foi o PSDB... não é politizando a questão que vamos resolver o problema da educação. Considerar um resultado pífio um tapa na cara dos adversário, não podemos admitir. Se o deputado comemora um 3, o PSDB e os piauienses não admitem que o estado continue o último em qualidade de ensino no país”, afirmou Menezes.
Assis Carvalho disse que o PSDB copia o modelo nacional que proibiu as escolas técnicas no país, o modelo privativista, que não admite o ensino público de qualidade; que defende um estado mínimo. “Sei o sofrimento dos tucanos por conta da gestão desastrosa em vários setores da administração. O ministro da Educação, Hugo Napoleão, entregou a educação com um buraco tão profundo, um atraso, que mesmo melhorando a distância ainda é muito grande em relação aos demais estados da federação. O Piauí avança, mas ainda há um distância enorme a ser vencida. O ex-prefeito Sílvio Mendes fechou todas as escolas de educação em tempo integral. Quem baixou a nota foi a escola privada, que os tucanos defendem”, disse Assis Carvalho.
João de Deus citou a meta superada para o ensino fundamental. “Será que o Estado não tem competência para administrar o ensino médio? Os investimentos, como já disse, no ensino médio, são mais recentes, com aplicação em transportes, livro didático, alimentação, melhoria das escolas, das condições de trabalho dos servidores. João de Deus concluiu a fala, parabenizando a direção da Escola Meio Norte, da Vila Bandeirante, que também superou a meta de 2021.