Publicado em: 04/04/2010 - 13h37min(675 dias atrás)
Lojas lotadas na corrida por últimos ovos de Páscoa
Para este ano, a estimativa é de uma alta maior: mais de 25 mil toneladas
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Desde 2006, as vendas de chocolate na Páscoa crescem a um ritmo superior a 4%.
O sábado (3) foi marcado por uma corrida em busca dos últimos ovos de Páscoa disponíveis pelo Brasil afora. E essa agitação confirma a expectativa das fábricas de chocolate e do comércio: a de bater mais um recorde de vendas.
As pessoas se espremem, Acenam para quem está atrás do balcão. Os vendedores do supermercado na Zona Leste de São Paulo não tiveram um minuto de sossego. Consumidores saíram carregados com ovos de Páscoa. “Tem que levar o ovo na cabeça, senão não consegue passar. Está lotado. Também está muito barato hoje aqui”, diz um homem.
Em outro supermercado, até as caixas de bombom sumiram das prateleiras. A educadora Sueli de Biasi abraçou quantos ovos conseguiu carregar: “são uns oito, para afilhados e filhos. Têm 23 anos, mas são crianças ainda”, brinca.
O gerente do supermercado Antonio Ferreira nem precisou fazer a tradicional promoção da véspera da Páscoa, quando costuma vender dois ovos pelo preço de um. “Essa Páscoa foi ótima. Nós compramos em média de 10% a 15% a mais do que o ano passado. E estamos vendendo tudo”, ressalta.
Desde 2006, as vendas de chocolate na Páscoa crescem a um ritmo superior a 4%. Para este ano, sem crise, a estimativa é de uma alta ainda maior: ao menos 7%, mais de 25 mil toneladas. Vai no mesmo ritmo de otimismo da industria que aumentou a produção para quase 121 milhões de ovos.
Nem a chuva que caiu à tarde desanimou os consumidores que enfrentaram filas para comprar ovos de chocolate em uma loja que só funciona duas semanas no ano, no período que antecede a Páscoa. Só hoje foram vendidos 15 mil ovos.
A loja fez promoção para liquidar o estoque da fábrica que esse ano produziu sete milhões de ovos. Quem esperou acabou pagando mais barato.
“São oito ovos. Gastei R$ 50. Valeu a pena deixar para o ultimo dia. Economizei agora de ultima hora”, ressalta a vendedora Luciene Alves Vieira.