Publicado em: 20/03/2010 - 10h03min(690 dias atrás)
Obama faz apelo para reforma financeira
O presidente Obama falou em seu programa de rádio a favor da reforma
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Instituições inventaram produtos complexos para fugir da vigilância, disse.Senado analisa projeto que cria Agência de Proteção ao Consumidor.
O presidente dos Estados Unidos, BarackObama, pediu neste sábado (20) ao Congresso que aprove a reforma do sistema financeiroamericano e, assim, ajude o país a evitar "os abusos e excessos" que levaram ao que classificou como a pior crise das últimas gerações. Segundo Obama, na crise econômica iniciada em 2007, os grandes bancos envolveram-se em especulação irresponsável, sem ser objeto de fiscalização.
"As instituições financeiras inventaram e venderam produtos complexos para fugir da vigilância e ocultar enormes riscos. Houve algumas entidades que participaram da exploração generalizada dos consumidores para obter lucro rápido, sem se importar com aqueles que seriam afetados no processo", acrescentou. "É por isso que a reforma financeira é tão necessária", destacou o presidente, cujo apelo foi feito durante o programa de rádio que faz aos sábados.
Durante a transmissão, ele falou do debate que ocorrerá segunda-feira no Senado. Nesse dia, a casa vai analisar um projeto de reforma de autoria do democrata Christopher Dodd, presidente da Comissão de Finanças. As reformas incluiriam ainda a criação de uma Agência de Proteção Financeira ao Consumidor, cujo objetivo seria impedir práticas "depredadoras".
“Ninguém nega que a reforma é necessária. Então a questão que temos de responder é muito simples: vamos aprender com essa crise, ou vamos nos condenar a repeti-la?”, questionou Obama. “É isso que está em jogo.”
Obama prometeu aplicar todos os recursos ao seu alcance para assegurar que a lei "reflita não só os interesses de Wall Street, mas os melhores interesses do povo americano". Ele ainda exortou os parlamentares a resistir às pressões para amenizar a reforma.
As declarações do presidenteamericano foram feitas nas vésperas de uma votação crucial, marcada para domingo (21), da reforma da saúde, uma das principais bandeiras do democrata.