Publicado em: 04/02/2010 - 10h19min(211 dias atrás)
PF interroga, hoje, suspeitos de terem roubado veleiro
Quatro ganeses e um cabo-verdiano já estão na Polícia Federal
Fonte: Imirante
Homens são suspeitos de terem roubado um barco de bandeira suíça
SÃO LUÍS - Ontem, chegaram a São Luís os cinco suspeitos - quatro ganeses e o cabo-verdiano - de terem roubado o veleiro de bandeira suíça Énea Basilea em Cabo Verde. A embarcação encallhou domingo, na Praia da Barra, no litoral de Tutoia (MA).
O superintendente da Polícia Federal, Fernando Segóvia, informou que todos serão ouvidos hoje, na sede da PF, e somente depois de tomados os depoimentos serão encaminhados ao Centro de Detenção Provisória (CDP) de Pedrinhas. Segóvia confirmou que o osso encontrado é de ser humano, mas as manchas dentro da embarcação seriam apenas marcas de ferrugem. O dono do "Enea" está viajando para São Luís para reaver a embarcação e prestar esclarecimentos à polícia.
O cabo-verdiano João Manuel Lopes da Cruz chegou a São Luís no fim da tarde de ontem e foi levado para uma sala onde ficará até que seja encaminhado ao CDP. Ao ser interrogado sobre como chegou ao Maranhão e a procedência da embarcação, ele disse que está acontecendo um grande erro. Ele contou que veio da Guiana Francesa de ônibus e que era comum fazer esse tipo de viagem. "A polícia me prendeu só porque eu estava trocando euro; eu sempre faço isso", afirmou.
Sobre o paradeiro de seu conterrâneo, Elvis Delgado, João Manuel disse apenas que o havia conhecido durante a viagem e estava ajudando-o na comunicação nos locais por onde passavam. "Não sei quem ele é. Estava apenas o ajudando a se comunicar", completou.
Com relação aos quatro ganeses, o superintendente Fernando Segóvia disse que ainda não colheu os seus depoimentos por causa da ausência de um intérprete, mas reiterou que já existe o crime de imigração ilegal pelo fato de os seis não terem visto de entrada no país. "Amanhã (hoje), todos serão ouvidos e somente a partir de seus depoimentos podemos afirmar se houve ou não outro crime", afirmou.
Uma empresa se apresentou, ontem, com advogados de defesa dos quatro ganeses. Segundo Haroldo Soares, um dos advogados contratados, ainda não pode ser afirmado nada sobre o caso. "Nós vamos aguardar a chegada do intérprete para que eles deem sua versão do ocorrido", disse. Uma das versões que chegou a ser divulgada pela imprensa foi a de que dentro do barco teriam vestígios de homicídio, por causa de manchas que seriam de sangue e um osso humano. Segóvia destacou que, apesar de confirmado pelos peritos que se trata de um osso humano, a polícia ainda não trabalha com a hipótese de homicídio.
"Realmente se trata de um osso humano, do braço mais precisamente, mas não podemos afirmar que houve um homicídio até que os proprietários do barco sejam ouvidos, pois pode ser até um souvenir", finalizou Fernando Segóvia.