Judocas já conquistaram medalhas a nível nacional mas continuam sem patrocínio
Com expectativa de contribuir na formação de crianças e adolescentes em cidadãos através dos conhecimentos e filosofias do judô, a Eugênio Fortes Academia tornou-se sede para um dos grandes projetos sociais da área do judô na Capital. Ministrado pelo professor Vicente Ferreira, a equipe de judô, formada por meninos e meninas de 8 a 14 anos, já conquistou vários campeonatos, além de apresentarem-se sempre entre as três melhores equipes de judô da capital.
O projeto Fábrica de Campeões, que iniciou no Estádio Albertão, cresceu e a parceria com a Eugênio Fortes proporcionou uma melhoria na qualidade do treinamento. Com material apropriado para a prática do esporte. Além do comportamento dos alunos, que de acordo com o Professor Vicente, vem melhorando muito, tanto em casa quanto na escola.
Segundo Vicente Ferreira, para participar do projeto, basta o aluno estar devidamente matriculado, freqüentar as aulas e ter um bom desempenho educacional. Vicente ressaltou, ainda, que o respeito a religiosidade é ponto primordial para um bom relacionamento social dos alunos. “Independente da religião do aluno, nós fazemos nosso momento de oração a Deus sempre antes dos treinos, pregamos as filosofias do judô juntamente com os da Bíblia”, afirma Vicente Ferreira
O projeto, que já dura 5 anos, sendo 6 meses na Academia Eugênio Fortes da Barão, possui judocas preparados para competir. Oito desses alunos já conquistaram várias medalhas a nível nacional. Porém, mesmo com tanta força de vontade e dedicação ao esporte, ainda há muito que ser feito.
O projeto social vive de ajuda de amigos quando precisam participar de algum campeonato, o que não é suficiente ainda. Durante esses campeonatos, muitas vezes é preciso selecionar quais os judocas que participarão do campeonato por que não há dinheiro suficiente para participarem todos.
Segundo o professor Vicente, muitas vezes nem quimono eles disponibilizam para os campeonatos. “As vezes o judoca precisa pedir o quimono emprestado de um amigo para poder participar de algum campeonato, pois não tem condições de comprar. Houve um campeonato em que um judoca precisava perder algumas gramas para participar de uma categoria e no dia da luta, o judoca estava com os pés feridos por ter corrido descalço” Afirma.
Outro problema sofrido pela equipe, é que muitos alunos desistem do esporte para entrar no submundo das drogas. Vicente acredita que tal situação ocorre por falta de incentivo ao esporte no Piauí, pois o quimono custa caro, o aluno, muitas vezes, não tem o que comer em casa antes de ir à escola, nem para se alimentar adequadamente nos períodos que antecedem os campeonatos.
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