Publicado em: 08/09/2011 - 09h51min(259 dias atrás)
Projeto da Prefeitura incrementa atividades da AMA
Projeto Corpo Inclusivo visa a atender pessoas com vários tipos de deficiências
Fonte:
Jovens autistas vocacionados para arte ganham reforço da Fundação Monsenhor Chaves
O talento de jovens artistas quando lapidado pode resultar em algo grandioso. E é isso que um grupo de professoras da AMA - Associação de Amigos dos Autistas, em Teresina, vem fazendo com um grupo de 15 jovens numa oficina de arte que funciona semanalmente no espaço, que ganhou reforço do Projeto Corpo Inclusivo, iniciativa da Prefeitura através da Fundação Municipal de Cultura Monsenhor Chaves.
O projeto Corpo Inclusivo visa a atender pessoas com vários tipos de deficiências com oficinas de dança contemporânea, dança de salão, canto coral, artes plásticas. Muito mais do que uma opção para ocupação de tempo dos alunos, ele proporciona a inclusão de pessoas através de um trabalho direcionado ao conhecimento teórico e prático das artes, despertando os potenciais artísticos individuais e superando limitações.
Na AMA, várias atividades são desenvolvidas com crianças e jovens autistas visando a inclusão na sociedade e promovendo uma educação especial de qualidade. De segunda a quinta-feira, eles recebem acompanhamento pedagógico e participam de atividades físicas e recreativas, enquanto na sexta-feira a manhã é dedicada a arte.
Uma oficina de artes plásticas já era ministrada e ganhou reforço do artista Manoel Severino, que implementou mais técnicas aos trabalhos desenvolvidos em sala de aula, principalmente com a pintura. O resultado foi a descoberta de grandes artistas como o jovem Gustavo Henrique Carvalho, de 14 anos, um garoto apaixonado por ônibus que amadurece cada vez mais um dom para a pintura em quadros nos quais se observa uma pincelada precisa e com traços de personalidade. "É impressionante a dedicação dos garotos numa obra. Começam o trabalho cedinho e já no fim da manhã estão com um quadro lindo pronto", destaca Severino.
Outro talento é a jovem Glaucia Raylla Soares, de 24 anos, roqueira apaixonada pelo som pesado e a rebeldia de Pitty, que também despertou grande interesse para as artes plásticas e tem diversas obras prontas estudos e releituras de quadros famosos como o Abaporu, de Tarcila do Amaral, entre outros.
E quem quiser conhecer os trabalhos artísticos desses jovens, além de outras atividades realizadas dentro do projeto Corpo Inclusivo, a oportunidade será durante uma mostra das oficinas, que ocorre no dia 28 de setembro no Palácio da Música a partir das 17h.