Publicado em: 02/08/2010 - 17h26min(555 dias atrás)
Projeto de hanseníase da FMS recebe prêmio internacional
Foi premiado internacionalmente e será apresentado no Canadá
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O projeto consiste na execução de ações que visam dinamizar a realização de exames de prevenção da hanseníase em pessoas que convivem com portadores da doença.
O projeto “Qualificação da Vigilância de Contatos de Casos de Hanseníase no Município de Teresina”, da Fundação Municipal de Saúde (FMS), da Prefeitura de Teresina, foi premiado internacionalmente e será apresentado na Universidade de Toronto, no Canadá.
De iniciativa de um grupo enfermeiras da FMS, sob a liderança de Alaíde Amorim, o projeto começou a ser implantado em 2009 e passa pela qualificação e treinamento dos agentes de saúde da família, que são preponderantes para a realização desse trabalho de mobilização dos contatos para a realização do exame preventivo. Essa convivência diária do contato com o portador favorece o surgimento de novos casos da doença.
“Em 2008, apenas 17% dos contatos que convivem com portadores foram examinados e somente 0,8% dos casos novos foi diagnosticado por meio do exame, mas em 2009, depois da implantação do projeto, 49,6% dos contatos foram examinados e 2,4% dos casos novos foram diagnosticados pelo exame, mas a nossa meta é chegar, em 2010, a um percentual de 75% de cobertura de exames desses contatos”, explica a enfermeira Alaíde Amorim, que é supervisora da Estratégia Saúde da Família (ESF), da Coordenadoria Regional de Saúde Centro-Norte.
Esse aumento de cobertura, segundo ela, reflete a melhoria da qualidade do exame e mostra que as equipes de saúde da família estão motivadas para o trabalho. “Temos que enfatizar que o agente de saúde é o maior mobilizador para a realização do projeto, pois é ele quem leva os contatos para a aplicação do exame”, destaca a enfermeira.
Além de Alaíde Amorim, o projeto é também assinado pelas enfermeiras Dária Bernardes e Smithianny Barros, da FMS. Trata-se de uma iniciativa de intervenção em decorrência da baixa cobertura que era verificada nos exames de contatos, que são pessoas que moram no mesmo domicílio daquela diagnosticada com a doença há pelo menos cinco anos anteriores ao tratamento. Nesses exames de contatos, são encontradas famílias inteiras com o mesmo problema. “Por isso, idealizamos o projeto envolvendo as 231 equipes de saúde da família das três regionais de saúde num trabalho de convencimento desses contatos para a realização do exame”, explica Alaíde Amorim.
Premiação – O projeto é financiando pela FMS, com apoio também financeiro da Universidade de Toronto e suporte do Ministério da Saúde. Da concorrência participaram os Estados do Ceará, Piauí, Alagoas e Paraíba. A premiação ocorreu no dia 27 de julho, em Brasília. Dos dez projetos do Piauí selecionados, três foram premiados. O segundo e o terceiro colocados serão publicados pela Revista Pan-americana de Saúde. O primeiro colocado foi o desenvolvido pelas enfermeiras da FMS que, além da publicação, será apresentado por Alaíde Amorim na Universidade de Toronto, no final do mês de outubro.
“O diferencial desse projeto é que ele tem a filosofia do respeito ao usuário e valorização dos profissionais de saúde, que precisavam de estrutura, vontade, motivação e capacitação. Outra virtude do projeto é a forma de acolhimento ao usuário identificado para fazer o exame, a sua conscientização acerca da necessidade dessa prevenção, pois o maior risco é descobrir a hanseníase tarde demais e sofrer pelas sequelas e incapacidades provocadas por uma doença que tem 100% de cura, quando é descoberta cedo e iniciado logo o tratamento”, conclui Alaíde Amorim.