Publicado em: 13/07/2009 - 09h30min(383 dias atrás)
Senadores do Piauí empregam afiliados políticos no gabinete
Heráclito e Mão Santa empregam desde ex-deputados estaduais a ex-prefeitos
Fonte:
Levantamento do Jornal Folha apontam que Heráclito Forte e Mão Santa empregam afiliados políticos em seus gabinetes
Os senadores piauienses Heráclito Fortes (DEM) e Mão Santa (PMDB) empregam afiliados políticos em seus gabinetes no Senado, segundo aponta levantamento confeccionado pelo jornal Folha de São Paulo. Heráclito e Mão Santa, que são primeiro e terceiro secretários respectivamente da Mesa Diretora da Casa, empregam, de acordo com o relatório, cinco afiliados políticos, desde ex-deputados estaduais a ex-prefeitos. A pesquisa foi feita com base de dados do Senado na internet.
No gabinete do senador Heráclito Fortes estão empregados, como assessores parlamentares, a ex-deputada estadual Maria José Leão (DEM) e Ivandide Sousa Filho, ex-candidato a prefeito no Estado da Paraíba, também do Democratas.
Já o senador Mão Santa mantém como empregados de seu gabinete no Senado os ex-prefeitos Antônio Lima, de Luís Correia, João Batista Antunes, de Ribeiro Gonçalves, e João Falcão Neto, de Cristino Castro. O senador peemedebista, que tem em seu gabinete cerca de 80% de servidores comissionados e não concursados, garantiu que os três ex-prefeitos são pessoas de sua total confiança, com quem tem afinidade política.
O senador parnaibano explicou ainda que os três ex-prefeitos não moram em Brasília, mas prestam serviços ao Senado indo a Brasília resolver questões parlamentares. Vale destacar que a orientação jurídica do próprio Senado é de que os assessores parlamentares da Mesa Diretora residam em Brasília. Existe ainda em tramitação na Casa a minuta de um ato que proíbe expressamente que funcionários da Mesa Diretora trabalhem fora de Brasília, a votada na próxima reunião do órgão.
Ainda de acordo com o levantamento feito pela Folha de São Paulo, 83% dos funcionários comissionados lotados em gabinetes do Senado são não concursados, sendo que a maior parte deles possui perfil político. O periódico identificou casos de aparelhamento político em gabinetes de senadores de seis partidos: PT, PSDB, PMDB, DEM, PTB e PDT.