Publicado em: 11/05/2010 - 08h30min(639 dias atrás)
TJ nega liminar que iria livrar procuradora aposentada da prisão
De acordo com os advogados, a procuradora aposentada não vai se entregar
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Vera Lúcia Gomes, que está foragida, é acusada de torturar uma menina de dois anos no Rio.
O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro negou liminar que tentava livrar da prisão a procuradora aposentada Vera Lúcia Gomes, que está foragida e é acusada de torturar uma menina de dois anos. Os advogados da procuradora entraram com pedido de habeas corpus na última sexta-feira.
A liminar foi analisada pela Quarta Câmara Criminal, que considerou o sumiço da procuradora aposentada Vera Lúcia Gomes uma demonstração de que ela está disposta a desafiar uma ordem judicial.
A decisão destaca: "Há motivos e bem contundentes para que Vera Lúcia seja mantida presa, porque demonstrou verdadeiro desprezo pela lei e pelas decisões judiciais o que, na condição de procuradora de Justiça aposentada, mostra-se intolerável".
“Aquela pessoa que foi do Judiciário, que pertenceu à Justiça como um todo durante a sua vida inteira, deveria respeitar a decisão judicial. Se aquelas fotos forem verdadeiras, lamentável. É um crime bárbaro, hediondo e que um adulto não poderia ter perpetrado nunca contra uma criança”, afirmou Luiz Zveiter, presidente do Tribunal de Justiça - RJ.
Vera Lúcia Gomes é considerada foragida desde a última quarta-feira, quando a Justiça decretou a prisão preventiva dela. Desde então, a polícia já fez buscas em vários endereços.
A procurada aposentada é acusada de torturar uma menina de dois anos que pretendia adotar. Segundo o Ministério Público, fotografias e exames do Instituto Médico Legal mostram que a criança, enquanto esteve sob a custódia dela, foi vítima de agressões frequentes.
Ex-empregados da procuradora aposentada contaram em depoimentos que a menor sofria violência física e psicológica.
Os advogados de defesa disseram que vão aguardar o julgamento do mérito do habeas corpus, quando todas as questões da ação serão analisadas a fundo por três desembargadores, na semana que vem. Enquanto isso, de acordo com os advogados, a procuradora aposentada não vai se entregar