Publicado em: 05/12/2011 - 12h58min(171 dias atrás)
Voluntariado: o amor e a dedicação de quem escolheu ajudar
Centro Integrado de Reabilitação (Foto)
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O Ceir possui um setor formado exclusivamente por voluntários.
São mulheres, homens, pessoas altas, baixas, jovens, idosos, pessoas com deficiência ou não e um objetivo em comum: a vontade de se doar sem esperar retribuição. Essa é a principal característica do trabalhovoluntário que é comemorado mundialmente nesta segunda-feira (5).
No Centro Integrado de Reabilitação (Ceir), o trabalhovoluntário ocupa um lugar especial. A instituição trabalha com a reabilitação física de pessoas com deficiência e possui um setor formado apenas por pessoas que, voluntariamente, doam tempo e muito amor ao trabalho desenvolvido.
“Atualmente temos cerca de 60 pessoas que trabalham conosco voluntariamente. A única exigência é que além de serem maiores de idade, as pessoas devem ser comprometidas com o trabalho, ter boa vontade, serem atenciosas e que se doem sem esperar retribuição financeira”, explica Nazaré Bezerra, coordenadora do setor de voluntariado do Ceir.
Os voluntários trabalham no Centro dando apoio e suporte ao quadro de profissionais a fim de agilizar o atendimento ao paciente e contribuir para uma melhor qualidade do trabalho realizado na instituição.
Lúcia Holanda, 61 anos, confessa que conta o tempo para chegar o dia de trabalho no Ceir. "Toda quarta-feira é uma alegria, eu me sinto muito bem quando estou aqui", ressalta. Ela, assim como os outros colegas que também prestam trabalhovoluntário no Centro, trabalha quatro horas por dia, uma vez durante a semana.
“Sempre gostei de ajudar de alguma forma. Aqui no Ceir eu escuto tantas histórias de superação que começamos a ver a vida diferente”, disse Lúcia, explicando que soube da oportunidade de ser voluntária através de uma grande amiga que, após sofrer um Acidente Vascular Cerebral (AVC) e iniciar o tratamento no Centro, contou para ela que existia um setor específico para voluntários na instituição.
Décio Soares também é voluntário e, diferente de Lúcia, descobriu o setor quando iniciou o próprio tratamento de reabilitação física na instituição. Décio nasceu com paralisia cerebral, é cadeirante, e antes de ser voluntário, foi paciente do Ceir.
O jovem obteve alta do tratamento de reabilitação, mas conta que o vínculo com a instituição foi tão forte durante o período do tratamento que a oportunidade de exercer o trabalhovoluntário foi acolhida com alegria. “Eu não queria só ficar em casa e me sinto muito bem quando estou aqui”, disse Décio.
Trabalho pautado no amor
O setor de voluntariado do Ceir segue a mesma filosofia empregada na Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD), que desenvolve um trabalho pautado na doação, atenção, generosidade e respeito.
O trabalho de voluntário é regulamentado pela lei de número 9.608/98, que especifica algumas normas para exercer a atividade. No Ceir, por exemplo, o trabalhovoluntário é embasado nas seguintes regras: ser maior de idade; ser gentil, atencioso, bem-humorado, educado e comunicativo; possuir noções de trabalho em equipe; disponibilizar quatro horas contínuas de trabalho uma vez por semana, dentro do período de segunda a sexta-feira, de 7h às 11h, 8h às 12h ou 13h às 17h; e não esperar qualquer vínculo empregatício ou remuneração.
Nazaré Bezerra explica que o Centro está de portas abertas para quem estiver interessado em contribuir com o trabalhovoluntário na instituição. Os interessados podem fazer uma visita ao local, que fica localizado na Avenida Higino Cunha, em frente à Maternidade Dona Evangelina Rosa, ou ligar para (86) 3198 1500.