Publicado em: 31/08/2009 - 09h45min(891 dias atrás)
W. Dias e Silvio decidem a campanha
Caberá ao governador definir os rumos para disputa ao governo em 2010
Fonte:
Silvio Mendes e W. Dias decidem rumo da campanha para 2010
Se há um ponto em comum entre os pré-candidatos ao Governo do Estado para eleições em 2010 é que o grande articulador do processo eleitoral é o governador Wellington Dias (PT).
Caberá ao então governador, segundo os pretensos candidatos ao Palácio de Karnak, definir os rumos, ainda incertos, para a disputa. E na avaliação do deputado federal e pré-candidato Marcelo Castro (PMDB), somente no dia 2 de abril de 2010, data limite para que gestores públicos se descompatibilizem dos cargos que exercem para concorrer às eleições, é que tudo começará ser definido.
“Somente nessa data é que vamos saber se o governador Wellington Dias ficou no governo ou se ele saiu e se o Silvio Mendes (PSDB) ficou na Prefeitura de Teresina ou se saiu”. Para o deputado, a decisão tomada pelos dois chefes do Executivo (municipal e estadual) será fundamental para o caminho que será trilhado pelos demais, principalmente os integrantes da base aliada governista.
O parlamentar acredita que o governador renunciando ao cargo para concorrer a uma vaga de senador, as portas se abrem integralmente para a candidatura do PSB, encabeçada pelo vice-governador Wilson Martins.
“Se o governador deixa o governo, quem assume? O vice-governador Wilson Martins. Então, com certeza, a candidatura do Wilson Martins cresce em favoritismo e na probabilidade dele efetivamente ser candidato”, analisa o peemedebista. “Por outro lado, se o governador continuar na cadeira até o final do mandato a candidatura do Wilson Martins esvazia”, observou.
No entanto, o próprio parlamentar aponta que todas as análises e previsões feitas neste momento podem não acontecer, já que o cenário político muda rapidamente e é feito de “acontecimentos inesperados”.
Ainda de acordo com o deputado, inclusive sua candidatura depende de como estará esse cenário no próximo ano. Integrante da base governista, Marcelo Castro entende que a tendência natural é que seja candidato com o apoio desse grupo. E avisa que na política nada é impossível. “Impossível é Deus pecar. Tirando Deus pecar, tudo o mais é possível, e em política principalmente”, frisou.
Marcelo Castro acredita tanto no cenário imprevisível que defende, inclusive, uma disputa no primeiro turno entre quatro nomes da base aliada: além dele, Wilson Martins (PSB), senador João Vicente Claudino (PTB) e o secretários estadual da Fazenda, Antônio Neto (PT).
“Ideal que todos mantivessem as suas candidaturas, os seus programas, os seus apoios, cada um fizesse sua campanha, e no segundo turno veríamos quem mais teve condições, quem melhor teve a receptividade da sociedade”, argumenta, ressaltando que qualquer conjuntura só será definida em junho de 2010, data para as convenções dos partidos.